Líderes sindicais que conversaram com o presidente João Paulo Cunha nesta terça-feira saíram com a promessa de que a reforma sindical será votada no ano que vem. Uma das idéias é adotar contratos coletivos de trabalho em nível nacional por categoria, o que, segundo o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, fortalecerá o trabalhador nas negociações com o patrão. Também com esse objetivo, o presidente da Força Sindical defende a manutenção da unicidade sindical, ou seja, a proibição de mais de um sindicato por categoria na mesma localidade. Ao mesmo tempo, Paulo Pereira da Silva entende que é preciso permitir a existência de várias federações e centrais sindicais. "A proposta que a Força Sindical e a CUT estão trabalhando é de unicidade na base e pluralidade na cúpula. Nos sindicatos haverá unicidade, com transparência, mas poderão ser criadas diversas federações, confederações e centrais sindicais.
A Força Sindical também defende o fim do imposto sindical no prazo de cinco anos. Em troca disso, queremos contrato coletivo de trabalho e representação sindical legalizada nas empresas", disse Paulinho.
Nesta semana, o ministro do Trabalho, Jacques Wagner, anunciou que o Governo deverá enviar ao Congresso ainda neste mês o projeto de reforma sindical. Já a Reforma Trabalhista deve ficar apenas para 2005.
Reportagem Alexandre Pôrto
Edição Patricia Roedel
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