A Comissão Especial de Documentos Sigilosos decidiu liberar a divulgação pública de 63 documentos da Câmara que eram mantidos em sigilo. Composta pelos deputados Moroni Torgan (PFL-CE), Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), a Comissão esteve reunida nesta terça-feira, em caráter reservado, das 13h30 às 17h10.
O mais antigo dos documentos liberados reúne atas de sessões plenárias de 1947. O mais recente é da Comissão Externa que, em 1993, investigou o possível massacre de indígenas Ianomami em Roraima. Estão incluídos ainda na lista documentos da Assembléia Nacional Constituinte de 1988; do Colégio de Líderes Partidários, de 1964; atas de sessões plenárias realizadas em 1959; e da Comissão Externa que, em 1992, buscou localizar os restos mortais de desaparecidos políticos. A última liberação (chamada desclassificação) de documentos sigilosos da Câmara foi em 1989.
Ainda na reunião, os deputados discutiram a solicitação do Ministério Público e da Procuradoria Pública de São Paulo de acesso aos documentos sigilosos referentes à quebra de sigilos fiscal e bancário da CPI do Narcotráfico e do Banespa. De acordo com o deputado Biscaia, a comissão vai fazer uma solicitação à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para que os documentos sigilosos possam ser disponibilizados. Em 1995, a comissão emitiu um parecer que autoriza a Câmara não divulgar documentos provenientes de quebra de sigilos bancário e fiscal.
Reportagem Lucélia Cristina
Edição Paulo Cesar Santos
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