Será lançado na quarta-feira (17) o livro "Seminário - Atividades de Inteligência no Brasil: Contribuições para a Soberania e a Democracia". O seminário reuniu na Câmara, nos dias 6 e 7 de novembro de 2002, conferencistas brasileiros e estrangeiros para discutir as contribuições que essas atividades podem dar ao Brasil quando controladas publicamente e profissionalizadas.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional na época, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), um dos idealizadores do evento, afirmou que o Congresso Nacional deu um exemplo de como os assuntos de inteligência podem ser discutidos aberta e democraticamente.
O seminário foi promovido pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, em parceria com a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
COMBATE AO CRIME
O Coordenador de Inteligência da Polícia Federal, Daniel Lorenz, disse que o avanço do crime organizado nos últimos anos está ligado ao processo de globalização. Para ele, o aumento do narcotráfico e do terrorismo demonstram a necessidade de uma atividade de inteligência intensa para combatê-los.
Foi consensual, no seminário, o reconhecimento da importância da atividade de inteligência para a consolidação da democracia, o que exige maior preocupação com a profissionalização da atividade.
SOBERANIA E DEMOCRACIA
O seminário, segundo seus organizadores, alcançou pleno êxito quanto à proposta de fortalecer de forma institucional e social a atividade de inteligência; e conscientizar a sociedade a respeito da sua importância na manutenção da soberania e da democracia do País.
O deputado Aldo Rebelo acredita que o evento possibilitou aos participantes conhecer melhor as finalidades, os métodos, os objetivos e os resultados das atividades de inteligência. O parlamentar encerrou o seminário ressaltando a contribuição que os conferencistas deram à compreensão das atividades de inteligência. "O mito da arapongagem está prestes a desaparecer. Ficou claro que as atividades de inteligência, quando bem empregadas e profissionalizadas, só têm a contribuir para a democracia. A inteligência não pode ser uma atividade diminuída ou vulgarizada", afirmou.
O lançamento do livro sobre o seminário será às 11 horas, no salão Nobre.
Reportagem - Tatiana Azevedo/CL
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