Em comemoração aos 96 anos do arquiteto Oscar Niemeyer, a Câmara realiza, a partir de hoje, uma exposição sobre sua vida e obra. No corredor de acesso ao Plenário Ulisses Guimarães, foi montada a exposição de fotografias "Presença de Niemeyer", com fotos de vários momentos do arquiteto na Câmara. Entre as fotos está o registro da última condecoração feita ao arquiteto pelo presidente João Paulo Cunha, em março deste ano.
No mesmo corredor, foi montada outra exposição com desenhos e croquis do arquiteto. Além disso, vão estar expostas vitrines com livros sobre a vida e a obra do arquiteto, mobiliário idealizado por ele e projetos da obra do Congresso Nacional. A exposição pode ser visitada até o dia 15 de janeiro, das 9 às 18 horas, de segunda à sexta-feira.
BIOGRAFIA
Arquiteto brasileiro nascido no Rio de Janeiro, seguidor de Le Corbusier e reconhecido internacionalmente como um dos grandes renovadores da arquitetura no século XX. Estudou e graduou-se na Escola Nacional de Belas Artes, começou a trabalhar (1935) com Lúcio Costa, criando uma parceria de sucesso internacional sob orientação do arquiteto franco-suíço Le Corbusier, para projetar a sede do Ministério da Educação e Saúde, hoje palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Influenciado pelo traço de Le Corbusier, seu primeiro trabalho individual foi para a associação beneficente Obra do Berço, no Rio de Janeiro (1938). Ainda com Lúcio Costa, projetou o pavilhão brasileiro da Feira Internacional de Nova Iorque(1939).
De volta ao Brasil, foi convidado pelo então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, para projetar um conjunto arquitetônico para a Pampulha, bairro da capital mineira ainda em formação.
A partir dessa obra começa a se afastar da influência de Le Corbusier e abandona o ângulo reto em favor das linhas curvas. Entre seus projetos importantes nesse período estão o Palácio do Itamaraty (1943), a nova sede da Organização das Nações Unidas, numa equipe de dez outros, em Nova Iorque (1946), a sede do Banco Boavista, na avenida Presidente Vargas, Rio de Janeiro, o prédio da fábrica de biscoitos Duchen (1949), o Centro Comercial Montreal (1950), o conjunto do parque Ibirapuera, obra comemorativa do quarto centenário da fundação de São Paulo, 15 prédios do bairro residencial de Hansa, Alemanha, e vários outros como a torre da Defesa e sede do Partido Comunista Francês, em Paris, anexos da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e a reurbanização do Algarve, em Portugal.
BRASÍLIA
Convidado pelo presidente da República, Juscelino Kubitschek (1956), para elaborar o projeto para a construção da nova capital do Brasil, ele sugeriu a abertura de um concurso nacional para o plano geral da cidade, concurso ganho por Lúcio Costa. Ele projetou a maioria dos edifícios públicos que incluem o palácio da Alvorada (residência presidencial) e a capela anexa, o Palácio do Planalto, a sede oficial do poder executivo, o edifício do Supremo Tribunal Federal, a Catedral Metropolitana, o Teatro Nacional e o edifício do Congresso Nacional.
Ele fundou e dirigiu a revista Módulo (1955-1965), em que publicou inúmeros artigos. Recebeu a Gold Medal of the American Institute of Architectur (1970). Escreveu os livros Minha experiência em Brasília (1961), Viagens: quase memórias (1968) e Minha vida de arquiteto (1973).
Da Redação/CL
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