Encerrou-se há pouco a audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior sobre o uso da construção habitacional como alavanca de desenvolvimento. O autor do requerimento para a realização o debate, deputado Carlito Merss (PT-SC), ressaltou que pela primeira vez os representantes das grandes indústrias de materiais de construção reuniram-se e fizeram uma proposta para diminuir o déficit habitacional.
Segundo o deputado, hoje esse déficit é de 6,6 milhões de residências no País. Carlito Merss informou que as indústrias vão criar uma associação nacional da construção habitacional para implementar medidas a curto e longo prazo. Entre elas, estão a criação e ampliação de cooperativas habitacionais; e a promoção da capitalização acelerada, do microcrédito e dos cartões de crédito. A médio prazo, está prevista a criação de um fundo setorial, com contrapartida do Governo, para acelerar todas essas iniciativas.
RESULTADOS DA INDÚSTRIA
Os representantes das indústrias de construção civil apresentaram um levantamento sobre a importância do setor no País. De acordo com os dados, a construção civil representa 16% do PIB, e desse valor, 6% estão no setor habitacional, que fatura R$ 75 bilhões por ano e gera 20 milhões de empregos diretos e indiretos. O setor ainda arrecada R$ 15 bilhões em impostos anualmente.
No prazo de cinco anos, a indústria pretende gerar mais cinco milhões de empregos diretos e indiretos, arrecadar de R$ 3 bilhões a 5 bilhões e criar mais dois milhões de unidades habitacionais, para reduzir em um terço o déficit habitacional.
O diretor de Projetos da Consultoria Booz Allen, Talmo Martins, assinalou que dois terços (62%) da construção no Brasil é auto-gerida (financiada pela própria pessoa). Em conjunto com as obras via construtora, 92% de pessoas que constróem são com recursos próprios (auto-financiamento).
Reportagem - Márcia Schmidt
Edição - Regina Céli Assumpção
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