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Minas e Energia discute mercado brasileiro de gás

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 10 de dezembro de 2003
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A Comissão de Minas e Energia realizou nesta quarta-feira audiência pública para discutir a implantação do Gasoduto Argentina-Brasil. Representantes do Ministério das Minas e Energia, Petrobras, companhias estaduais de gás e deputados discutiram a integração do mercado de Gás no Cone Sul e as potencialidades do mercado brasileiro.

O gerente da Área Internacional da Diretoria de Gás e Energia da Petrobras, Orlando José Soares Ribeiro, informou que a estatal está desenvolvendo um plano de massificação do uso de gás natural para aproveitar o potencial do mercado brasileiro. O plano, segundo ele, é um conjunto de iniciativas que visa acelerar o desenvolvimento do mercado brasileiro com a implantação de vários projetos.

Ele explicou que a Argentina, apesar da crise econômica dos últimos anos, ainda é o maior mercado do Cone Sul. O mercado brasileiro, no entanto, segundo ele está em expansão. Orlando Ribeiro informou que, além das reservas provadas de 240 bilhões de metros cúbicos, as novas descobertas na Bacia de Santos, vão aumentar a capacidade das reservas nacionais para 100 milhões de metros cúbicos por dia. As importações de gás da Bolívia elevam essa reserva para 130 milhões de metros cúbicos diários.

INTEGRAÇÃO

O deputado Mauro Passos (PT-SC) alertou que a produção e comercialização de gás natural precisa ser tratada como política de governo. Ele acredita que qualquer abordagem regionalizada pode prejudicar o processo de integração energética na América do Sul. Ele lembrou que a integração depende apenas de um trecho relativamente curto para fechar um anel energético no Cone Sul.

O deputado argumenta que esta integração será feita com investimentos privados, sem recursos públicos e, por isso, deve ser tratada como tema prioritários nas políticas governamentais.

GASODUTO

Na avaliação da secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Silva Foster, mais do que 500 ou 600 Km de tubos, o Gasoduto Argentina-Brasil significa um passo na integração da rede de transporte de gás e a intensificação das relações com Argentina e a Bolívia. Em sua opinião, para que o mercado de gás se desenvolva, é absolutamente importante a relação Brasil-Bolívia. Para ela, a integração dos gasodutos possui o mesmo caráter estratégico que a integração dos sistemas de energia elétrica.

EXPANSÃO

A secretária ressaltou que a história da exploração do gás no Brasil foi feita de forma bastante lenta desde o seu início, em 1939, até o começo da década de 90, quando reservas de gás natural foram descobertas na Bahia. Ao final de 99, início de 2000, foram inauguradas duas fases do gasoduto Bolívia-Brasil. Desde então, as atividades de exploração do gás foram-se expandindo e, em 2003, verificou-se um crescimento considerável na utilização de gás natural. Maria das Graças Foster informou que, neste ano, foi iniciado o Projeto Malhas - para geração de energia elétrica - com investimentos de 1 bilhão de dólares. Ela ressaltou, entretanto, que não se trata de um novo mercado, mas do atendimento de um mercado já comprometido no Nordeste e Sudeste.

NOVO MODELO

A secretária anunciou que nesta quinta-feira a ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, anunciará o novo modelo do setor elétrico. Segundo ela, a medida integra um conjunto de ações do Ministério relacionadas ao setor, como uma portaria editada em novembro deste ano que define a Política de Preços do Gás Natural no Brasil.

Além dos representantes da Petrobras e do Ministério das Minas e Energia, participaram dos debates a diretora-Geral da Transportadora Sul-Brasileira de Gás, Cláudia Hofmeister; o presidente do Conselho Administrativo da Termogaúcha S/A, Válter Guimarães; o diretor-Superintente da Transportadora Brasileira de Gás TGB, Paulo Roberto Costa; o presidente da Companhia de Gás do Rio Grande do Sul SulGás, Hugo Mardini ; e Diretor-Presidente da Companhia Paranaense de Gás CompaGás, Rubens de Camargo Penteado e os deputados José Carlos Araújo (PFL-BA), José Janene (PP-PR), João Pizzolatti (PP-SC), Dr. Heleno (PP-RJ) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Reportagem Maristela SantAna

Edição - Paulo Cesar Santos

 

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