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João Paulo recebe manifesto contra FMI

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 10 de dezembro de 2003
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O presidente da Câmara, João Paulo Cunha, recebeu há pouco de integrantes da Coordenação de Movimentos Sociais manifesto contra uma possível renovação do acordo entre o governo brasileiro e o Fundo Monetário Internacional. João Paulo comprometeu-se a divulgar e debater o documento na Câmara mas lembrou que a renovação ou não do acordo é um decisão do Executivo. "Isso é uma ação meio autônoma do Executivo, que não depende do Legislativo para assinar o acordo", explicou aos manifestantes que o esperavam no Salão Verde. O presidente disse ainda que à Câmara cabe garantir a livre manifestação de todas as opiniões e que o relacionamento com o FMI vem sendo debatido amplamente pelos parlamentares nas comissões, nas bancadas e no plenário.

ENCENAÇÃO

Os integrantes da Coordenação de Movimentos Sociais, formada por representantes da UNE, CUT, MST e associações de moradores, promoveram antes do encontro com João Paulo uma encenação no Salão Verde. Nela, um estudante que interpretava o FMI puxava por uma corda uma moça que representava o Brasil. O acordo com o Fundo, segundo os manifestantes, significa a manutenção da política econômica do governo passado e pode agravar problemas como o desemprego e a dependência do País de capitais especulativo.

IRAQUE

Para João Paulo Cunha, o fato de o Brasil não ter sido incluído na lista de países que participarão da reconstrução do Iraque - divulgada pelo governo dos Estados Unidos - não prejudicará as empresas nacionais nem significa uma retaliação à posição do Governo contra a guerra. "Quem tem de recuperar o Iraque são as pessoas que o destruíram", avaliou. As empresas brasileiras não deverão ter perdas por deixar de participar das obras de reconstrução, segundo o presidente, porque vêm procurando expandir suas atividades para outros mercados. João Paulo disse ainda que a posição brasileira em relação à guerra no Iraque sempre foi clara e transparente, assim como a de outros países que se aliaram à decisão da ONU, contrária a uma invasão norte-americana ao País.

Reportagem Rosalva Nunes

Edição - Ana Felícia

 

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