O presidente Aécio Neves disse há pouco, ao chegar à Câmara, estar convencido de ter cumprido os objetivos acertados na semana passada com os lideres do governo, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), e do PT, João Paulo (SP), para votar nesta semana 18 das medidas provisórias que estão trancando a pauta. Na maioria, as MP tratam de benefícios para os servidores públicos.
"Vamos avançar nas votações", disse Aécio, garantindo que elas não serão paralisadas por eventual "queda de braço" com os servidores. "Todos os deputados consideram legítimos os pleitos dos servidores. Não existe ninguém com vontade de não conceder, mas há também uma absoluta impossibilidade de atender a todas as reivindicações", advertiu Aécio.
Se as MP perderem a validade, os benefícios já concedidos aos servidores deixarão de vigorar. "O destrancamento da pauta de votação interessa a todos os parlamentares, tanto aos ligados ao atual como aos ligados ao próximo governo, mesmo porque todos querem encerrar o ano votando as matérias importantes para o País", acrescentou Aécio Neves.
A respeito do reajuste do salário dos deputados, Aécio afirmou que a proposta "está longe de ser uma prioridade da Câmara neste momento".
O presidente elogiou as posições que o PT vem assumindo em relação ao salário mínimo e à questão tributária. "O PT está sabendo adaptar seu discurso à realidade que vai encontrar quando assumir o Governo", comentou, comparando o PT à música "Metamorfose Ambulante", de Raul Seixas e Paulo Coelho.
Por Cid Queiroz/LCP
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