Está prevista para quarta-feira, a partir das 11 horas, no plenário 10, reunião ordinária da Comissão de Educação, Cultura e Desporto. Na pauta de votações, estão dois requerimentos e 20 projetos de lei.
Uma das propostas é o PL 5330/01, da deputada Nair Xavier Lobo (PMDB-GO), que modifica a Lei do Audiovisual (8685/93), que estabelece mecanismos de incentivo ao cinema brasileiro. A proposta determina que as salas de cinema de todo o País ficam obrigados a destinar 5% da receita bruta das sessões de exibição de filmes estrangeiros ao financiamento da produção de obras audiovisuais brasileiras. A distribuição dos recursos arrecadados será determinada pela regulamentação da nova lei. Se o projeto for aprovado, vai beneficiar todas as obras audiovisuais, inclusive os curta-metragens.
PRODUÇÃO NACIONAL AUMENTA
Atualmente, cerca de 90% dos filmes exibidos no Brasil são estrangeiros, mas esse índice já foi maior. No Governo Collor, o cinema nacional produziu apenas entre um a dois filmes por ano. Mas desde 1999 a indústria cinematográfica brasileira produz uma média de 30 filmes por ano.
Mesmo assim, essas produções acabam sendo prejudicadas pelo sistema de distribuição e exibição dos filmes, quando o poder das distribuidoras internacionais é mais forte. Segundo o produtor e cineasta Márcio Curi, para que o projeto da deputada goiana cumpra seu objetivo, é preciso trabalhar em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), que administra a produção e distribuição dos filmes nacionais.
A LEGISLAÇÃO HOJE
Existem hoje duas leis que incentivam a produção nacional: a Lei do Audiovisual e a Lei Rouanet. Mesmo assim, a concentração de patrocinadores no eixo Rio-São Paulo e a falta de políticas regionais acabam limitando os investimentos.
O deputado Gilmar Machado (PT-MG), um dos autores do Plano Nacional de Cultura, vê a proposta como mais uma contribuição para melhorar as políticas atuais, incentivar novas produções locais e ampliar a abrangência da Lei Rouanet.
O projeto recebeu parecer favorável da deputada Miriam Reid (PSB-RJ) e, após análise da Comissão de Educação, será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.
Por Cristiane Galvão e Daniela André/ DA
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25 de outubro de 2008 as 22:45
Uma das inúmeras coisas certas que Collor fez foi extinguir, em todo o seu curto governo, o financiamento ao cinema brasileiro.No Brasil, cinema não é e nem nunca foi arte e sim, uma forma de desviar verbas públicas.Infelizmente, nenhum dos sucessores de Collor seguiu aquela sábia política.De novo, voltaram a deixar os "cineastas" brasileiros pilharem os cofres públicos.Voltou a mesma patifaria.O tal "cinema nacional" só tem pornografia, besteirol e esquerdismo para oferecer.Eu não estou só nesta opinião.Basta conferir isto no site http://veja.abril.com.br /080605/mainardi.html .Neste texto, o autor escreve:
"O governo federal deu 1 bilhão de reais à turma do cinema. Uma parte do dinheiro foi
roubada, retornando por baixo do pano às empresas beneficiadas pelo subsídio fiscal.
A outra parte do dinheiro teve um destino infinitamente mais sombrio: virou filme"