O contrabando de peixes no Amazonas para países que fazem fronteira com o Brasil foi o tema principal da reunião extraordinária da CPI do tráfico de animais e plantas silvestres, realizada hoje na Assembléia Legislativa, em Manaus.
Integrantes da Comissão de Inquérito ouviram a comunidade e pescadores da região, que relataram os problemas e dificuldades enfrentadas no dia-a-dia.
A CPI tem informações de que aproximadamente 17 mil toneladas de pescado saem ilegalmente do Brasil para a Colômbia, onde os peixes são industrializados e exportados. Uma das suspeitas dos deputados é de que haja envolvimento do narcotráfico com o contrabando de pescado no Estado.
A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que integra o grupo de deputados que está em Manaus, defende mudanças na lei que trata de crimes ambientais. Para ela, é necessário que haja mais rigor no combate ao tráfico de animais e plantas silvestres no Brasil. "Nós estamos formando uma opinião na CPI de que a biopirataria, o tráfico de plantas e animais têm que ter um tratamento mais duro e semelhante ao da espionagem, porque esse crime em geral está a serviço de grandes indústrias. Penso que hoje é quase uma unanimidade dentro da CPI a necessidade de se ampliar e qualificar de forma diferente a criminalização referente a tráfico de animais e plantas silvestres", disse Grazziotin.
MADEIRA
A extração ilegal e o contrabando de madeira são outros crimes típicos da região Amazônica que estão sendo investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Hoje, os deputados ouviram o Superintendente da Polícia Federal do Estado do Amazonas, José Ferreira Sales, e o gerente executivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Estado, Juvêncio Barbosa.
Por Érica Amorim/ DA
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