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PSDB e PT selam pacto de não agressão

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 28 de novembro de 2002
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O presidente do PT, deputado José Dirceu (SP), foi hoje à liderança do PSDB no Senado para esclarecer aos tucanos que não houve qualquer intensão do Partido de desqualificar o governo do PSDB, como acusam alguns integrantes de sua cúpula. Lideranças tucanas importantes não gostaram das insinuações feitas por líderes petistas de que o novo governo não receberia a casa tão em ordem como prometeu o atual governo e as declarações de que o PT vai divulgar dados mostrando que o País não está tão bem quanto diz o Governo Fernando Henrique Cardoso.

Segundo José Dirceu, o PT continuará criticando a herança recebida, mas dentro dos limites éticos. "O que nós temos feito e faremos são críticas ao atual governo e à herança que está sendo recebida. Elas não podem ser desqualificadoras no sentido ético. Elas devem se pautar pelo próprio balanço que foi feito na campanha eleitoral. O País fez uma campanha eleitoral, votou e fez o julgamento".

MP 66 É PRIORIDADE

De acordo com o presidente do PSDB, deputado José Aníbal (SP), a reunião serviu para a discussão de questões partidárias, mas também para discutir a respeito dos temas que interessam ao País e que requerem uma ação conjunta do PSDB, do PT e dos outros partidos que estariam dispostos a apoiar as futuras reformas.

De acordo com Aníbal, tucanos e petistas chegaram ao consenso de que é preciso aprovar a Medida Provisória 66/02, que trata da minirreforma tributária e prorroga a vigência da alíquota máxima de 27,5% do Imposto de Renda da Pessoa Física em 2003. "Há convergência entre nós e o desejo de que a matéria seja aprovada. Embora seja um pequeno passo, é um passo significativo e revelador da disposição e do compromisso com a Reforma Tributária, que é um compromisso nosso e está sendo assumido pelo PT e pelo presidente eleito".

AGENDA

Na próxima terça-feira (3) os líderes partidários voltam a se reunir para discutir a Medida Provisória da minirreforma tributária. A intenção dos deputados é votar a matéria no mesmo dia.

Por Alexandre Lemos e Clauder Diniz/ DA

 

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