Na segunda etapa do Seminário Preconceito e Discriminação contra pessoas que vivem com HIV e AIDS, realizado ontem, os participantes apontaram a educação como a saída para combater o preconceito.
Durante o evento, que antecipa as comemorações do Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º de dezembro), a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) entregou o Prêmio Escola 2002, de incentivo à prevenção às DST/Aids e ao uso de drogas nas escolas. Quatro estabelecimentos de ensino do País foram premiadas, entre eles o Centro de Ensino Médio 6, de Taguatinga (DF). A escola foi a vencedora entre todas as escolas públicas de ensino fundamental e médio do Brasil, com o projeto "Educando para a vida". O projeto, executado desde 2001, discute com alunos, pais e professores questões relacionadas à sexualidade e ao uso de drogas.
INTEGRAÇÃO
A coordenadora do projeto, Sandra Cavalcanti, disse que a idéia do projeto é reunir alunos, pais e professores na tentativa de facilitar a discussão dos temas abordados. "O projeto tem três programas, um destinado aos pais, outro aos alunos e o terceiro aos professores. A gente tenta integrar esses três universos da comunidade escolar diante dessas questões. Nós achamos que não vale a pena implementar programas desse tipo apenas com adolescentes. É interessante que haja esse vínculo e continuidade na família, e que os demais professores tentem falar a mesma linguagem", afirma.
O tema do Seminário Preconceito e Discriminação foi definido pelas Nações Unidas para a Campanha Mundial 2003, que será lançada oficialmente em 1º de dezembro.
Por Érica Amorim/ ACS
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