A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito do Roubo de Cargas vai reunir-se no Espírito Santo e no Rio de Janeiro nesta semana para aprofundar as investigações.
A CPI esteve no Espírito Santo no início de outubro e decidiu retornar ao Estado por causa das muitas contradições dos depoimentos tomados pela CPI na Capitania dos Portos de Vitória. Os parlamentares ouviram 14 pessoas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, testemunhas, presos e empresários suspeitos de envolvimento.
Foram constatados, segundo o relator, deputado Oscar Andrade (PL-RO), fortes indícios de envolvimento de políticos com as quadrilhas do roubo de cargas. Também foram verificadas muitas dúvidas e contradições nos depoimentos de receptadores e empresários suspeitos de ligação com as quadrilhas, além da constatação de depoimentos duplos e inquéritos paralelos na Polícia Federal e na Polícia Civil.
Nesta diligência, que se realiza amanhã e na quarta-feira, estão previstas a tomada de depoimentos de oito pessoas.
RIO DE JANEIRO
Concluídas as investigações no Espírito Santo, os parlamentares seguem para a primeira diligência no Rio de Janeiro, onde devem ouvir quinze pessoas na quinta e sexta-feira.
O deputado Oscar Andrade garante que o relatório final da CPI estará concluído até o final do mês de novembro e foi subdivido em: pedidos de indiciamentos; propostas de mudanças legais, como por exemplo, aumento da pena de três para oito anos nos casos receptação de mercadoria roubada; e a criação de uma subcomissão permanente para acompanhamento de roubos de cargas. O relator adiantou que serão indiciadas cerca de 150 pessoas em todo o País.
O prazo final para a votação do relatório da comissão é o dia 15 de dezembro.
Por Sâmia Mendes e Carmem Fortes/ DA
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