Será analisado pelas comissões de Educação, Cultura e Desporto; e de Constituição e Justiça e de Redação projeto de lei (PL 7403/02) de autoria da Presidência da República que inscreve o nome do Barão do Rio Branco no Livro dos Heróis da Pátria.
O livro encontra-se em Brasília, no Panteão da Pátria, construído em 1986 na Praça dos Três Poderes em homenagem ao ex-presidente Tancredo Neves. Entre outras figuras históricas, estão inscritos ali os nomes de Tiradentes, Marechal Deodoro da Fonseca e Zumbi dos Palmares.
GRANDE ESTADISTA
José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, foi responsável pela consolidação das atuais fronteiras do País, no período que esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores (1902-1912). Graças a ele, 200 mil km2, correspondentes ao estado do Acre, foram retirados da Bolívia e incorporados ao Brasil. Foi o estadista que mais tempo exerceu o cargo de ministro do Exterior, tendo trabalhado ininterruptamente no cargo em quatro governos da República.
Diplomata e historiador fluminense, Barão do Rio Branco era filho do visconde do Rio Branco, político de renome no Império.
O Barão tornou-se cônsul do Brasil em Liverpool, na Inglaterra, em 1876. Com a proclamação da República, assumiu a superintendência geral do Serviço de Emigração para o Brasil. Entre 1893 e 1900, foi designado para resolver as disputas pelos territórios de Sete Povos das Missões - entre Brasil e Uruguai - e do Amapá. Assegurou o domínio brasileiro nessas áreas e, por isso, recebeu o título de barão (1888). Além da disputa mais célebre - pelo Acre com a Bolívia -, negociou ainda questões fronteiriças com Venezuela, Colômbia e outros países.
Integrante da Academia Brasileira de Letras, escreveu vários livros sobre história do Brasil. Fundou no Rio de Janeiro o jornal "A Nação", onde defendeu com ardor as idéias abolicionistas.
Por Patricia Roedel/ACS
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