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Bispo acusa Ibama e políticos por biopirataria

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 16 de dezembro de 2002
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Das trinta pessoas ouvidas pela CPI do Tráfico de Animais e Plantas Silvestres, neste fim de semana, em Belém, o depoimento do bispo da Paróquia de São José de Queluz, no Pará, Dom José Luiz Hermozo, foi considerado destaque pelos integrantes da Comissão. Durante a audiência, o bispo acusou técnicos da Ibama e políticos da região de participarem do tráfico de madeira e venda ilegal de aves. A CPI esteve na região para tentar traçar um quadro do tráfico de mogno e outras madeiras nobres, extraídas da Amazônia. Na audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado, o presidente da CPI, deputado Luis Ribeiro (PSDB-RJ), e Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) ouviram representantes de institutos estaduais de pesquisa, do Ibama, do Ministério Público e madeireiros. Para o relator substituto da matéria, deputado Antônio Feijão (PSDB-AP), a cada depoimento fica mais clara a participação de grupos de narcotraficantes no comércio ilegal de madeira. O deputado defendeu a criação de um órgão que venha tratar especificamente de política ambiental.

O Ibama não pode fazer política ambiental, o que cabe a um outro organismo do ministério do Meio Ambiente. É preciso retirar do Ibama a gestão das unidades de conservação, ele não tem pessoal sequer para fiscalizar as áreas onde se pode chegar de carro, como é que ele vai gerenciar todas as grandes áreas ambientais desse País?.

A Amazônia produz anualmente US$ 2 bilhões em madeira. 25% desse total são representados pela produção de mogno. O comércio dessa madeira está proibido no Brasil desde 99, mas, só no ano passado, o Ibama apreendeu 80 mil metros cúbicos. A madeira sai ilegalmente do País pelos portos de Belém, no Pará, e o de Paranaguá, no Paraná.

Por Érica Amorim/AM

 

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