A Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias está realizando audiência pública sobre a atuação do Petrobras na prevenção e controle de acidentes. O assunto é tema da Proposta de Fiscalização e Controle 33/00, de autoria do deputado Gustavo Fruet (PMDB-PR). A matéria, que tem como relator o deputado Ronaldo Vasconcelos (PL-MG), deverá ser votada amanhã pela Comissão.
Diretores do Sindicato dos Petroleiros que participam da audiência afirmaram que, em muitos casos de acidentes, a Petrobras sabia dos riscos, mas não tomou as devidas providências. O presidente do Sindicato no Rio de Janeiro, Abílio Valério, também apontou a terceirização dos serviços como uma das grandes causas de acidentes na empresa. Segundo ele, com a manutenção terceirizada, os técnicos realizam cada vez mais funções e deixaram de ser especialistas.
PROGRAMA DE SEGURANÇA
Também participa da audiência o responsável pela implantação do Programa de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, Rui Antonio Alves. Ele garantiu aos deputados que os "processos medulares" da empresa não são terceirizados e que a Petrobras vem fazendo um esforço de capacitação dos terceirizados no quesito segurança ambiental. Além disso, os níveis de terceirização na empresa seriam inferiores aos verificados nas companhias internacionais de petróleo.
Há dois anos, a Petrobras implantou um programa de excelência em gestão ambiental e segurança operacional, que deverá investir, até o final de 2003, um total de R$ 3,2 bilhões.
HISTÓRIA DE ACIDENTES
Em janeiro de 2000, 1.292 metros cúbicos de óleo vazaram da Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O vazamento deixou uma mancha de 40 quilômetros quadrados na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, na Baía de Guanabara.
Em julho do mesmo ano, 3.939 metros cúbicos de óleo foram lançados nos rios Barigüi e Iguaçu, no Paraná. O rompimento do oleoduto da Petrobras deixou uma mancha de óleo de 15 quilômetros de extensão.
Em 2001, novo acidente: o afundamento da Plataforma P-36 causou a morte de 11 trabalhadores e um grande prejuízo para a Petrobras.
Por Alexandre Pôrto/ RO
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