Em depoimento perante a CPI do Proer, o ex-liquidante do Banco Nacional José Emílio Carvalho Quintas disse não acreditar que os controladores da instituição desconhecessem as irregularidades nas contas do banco. Eram 652 contas ativadas artificialmente para fraudar os balanços, que somavam R$ 5,3 bilhões e representavam 81% das operações de crédito levadas à liquidação. O ex-controlador do Nacional Marcos Magalhães Pinto, também perante a CPI, responsabilizou os executivos de seu banco pelas operações e garantiu que não tinha conhecimento de nada.
Em junho deste ano, o débito do Nacional junto ao Banco Central era de R$ 13,7 bilhões. O Bacen já provisionou R$ 4,5 bilhões, valor correspondente ao que espera não receber. Apesar disso, os bens dos controladores não foram usados para cobrir os prejuízos, embora estejam indisponíveis.
Perguntado pelo deputado Ivan Valente (PT-SP) por que esses bens não são usados, o ex-liquidante Carvalho Quintas explicou que o procedimento provavelmente será efetivado ao final da liquidação. Já sobre as remessas para o exterior efetuadas nos meses que antecederam a intervenção, Quintas lembrou que as operações foram objeto de investigação de um grupo de trabalho envolvendo a Polícia Federal e o Banco Central. Ele disse desconhecer o resultado final das investigações.
Por Cid Queiroz/RO
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