A CPI do Sivam aprovou hoje à tarde a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico do embaixador Júlio César Gomes dos Santos, acusado de tráfico de influência na licitação do Sistema de Vigilância da Amazônia à época em que era chefe do Cerimonial da Presidência da República.
O pedido de quebra foi feito pelo relator da CPI, deputado Confúcio Moura (PMDB-RO), sob o argumento de que só a abertura das contas do embaixador poderá revelar se aquela denúncia se confirma ou não.
"A quebra de sigilo abre para a comissão a oportunidade de um esclarecimento definitivo de culpa ou inocência, se o embaixador teve ou não um ganho acima do que percebe como funcionário público, ou mesmo se ele fez ou não depósitos em contas suas ou de seus familiares".
Além de quebrar o sigilo do embaixador, a CPI pretende ouvir o seu depoimento ainda neste mês.
AGENTE GRAMPEADOR
Na sessão desta tarde, a CPI do Sivam também ouviu o depoimento do agente da Polícia Federal Marcelo Leite Braga. A audiência durou apenas 40 minutos, porque Marcelo negou ter qualquer informação adicional sobre o caso do Serviço de Vigilância da Amazônia. E apesar de ter confirmado sua participação direta no grampo na casa do Embaixador Júlio César dos Santos, de ter ouvido e degravado as fitas, Marcelo afirmou que apenas cumpriu ordens superiores e não tinha mais nada a declarar, pois não se lembrava das escutas. Em depoimento à CPI na semana passada, o delegado da Polícia Federal Mário José de Oliveira Santos revelou que foi o agente Marcelo que fotografou o embaixador. Na audiência de hoje, o agente negou tal afirmação.
Por Ariane Farias/AM
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