Após avaliar o resultado do leilão de arroz dos estoques do Governo, realizado ontem (6), o presidente da Comissão de Agricultura, Luís Carlos Heinze (PPB-RS), acertou com o ministro Pratini de Moraes a suspensão do leilão que seria realizado no próximo dia 13.
Segundo Heinze, uma reunião na próxima semana com a participação da Comissão, de empresários e do Ministério da Agricultura irá avaliar a necessidade da realização de futuros leilões.
O pregão da terça-feira comercializou apenas 63% das 43 mil toneladas ofertadas. "Este é um claro sinal de que o mercado está ajustado e não há necessidade da realização de novos leilões", afirmou o deputado. Heinze demonstrou preocupação com a queda acentuada nos preços do cereal. Em setembro, quando foi realizado o primeiro leilão, a saca de 50 Kg estava cotada em R$ 20,06; já no último leilão, o preço médio ficou em R$ 18,16, com queda de 10,46%. "O preço caiu para o produtor, mas não foi repassado para o consumidor", afirmou.
O presidente da Comissão de Agricultura também denunciou a entrada de 25 mil toneladas de arroz americano que teria chegado ao País pelo porto de Rio Grande, numa operação realizada pela importadora Serra Morena. "É um absurdo permitirmos a importação de arroz de outros países, enquanto existe mais de 1,5 milhão de toneladas nas mãos do governo", criticou.
Heinze cobrou, ainda, uma posição do governo em relação ao aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) para 35%, reivindicação defendida por ele como forma de impedir a importação de arroz. Heinze encaminhou também um documento às embaixadas da Argentina e do Uruguai, no qual solicita ação de seus governos no sentido de que a medida também seja adotada nos países do Mercosul.
Da Redação/AM
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