Dois pontos chamaram a atenção no depoimento de hoje do ex-liquidante do Banco Nacional Carvalho Quintas. O primeiro foi quando ele admitiu que o Nacional provavelmente não irá pagar sua dívida com o Banco Central, que inclusive já provisionou R$ 4,5 bilhões dados como perdidos. A dívida atual ultrapassa R$ 13 bilhões.
A segunda é de que os bancos que venderam os títulos do Fundo de Compensação da Variação Salarial (FCVS) estão tentando receber pela administração desses títulos. Mesmo depois de vendidos, esses papéis continuaram sendo usados pelos bancos, inclusive para cumprir a exigência do Banco Central de que seja aplicado percentual mínimo de investimento no crédito imobiliário.
Os títulos do FCVS foram adquiridos pelos bancos sob intervenção com recursos do Proer, para serem usados como garantia dos empréstimos. Na operação os títulos eram vendidos por 50% (em média) do valor de face e usados como garantia por 83% do seu valor - o Governo pretendia que fosse 100%, mas a Justiça Federal determinou a redução.
A CPI apura se os bancos que venderam esses títulos teriam sido beneficiados, uma vez que os FCVS não tinham valor de mercado e estavam provisionados, quando não, lançados totalmente no prejuízo.
Por Cid Queiroz/RO
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