Os controladores do Nacional tinham conhecimento sobre as 652 contas de empréstimos fictícios criadas para maquiar os balanços do Banco Nacional. Isso foi o que disseram os executivos do Nacional ao ex-diretor do Raet do banco mineiro, Luiz Carlos Alvarez. O Nacional era administrado por Clarimundo Santana, a quem Alvarez atribuiu a informação. Em depoimento à CPI do Proer, o ex-controlador do Nacional, Marcos Magalhães Pinto, negou ter conhecimento das fraudes.
Questionado pelo deputado Ivan Valente (PT-SP) sobre a venda dos ativos do Banco Nacional, Alvarez disse não acreditar que a venda das empresas do grupo num único pacote tenha ocasionado prejuízos aos acionistas. "Acho que não era factível a venda fatiada, era muito complicado. Se fosse possível, os próprios controladores teriam vendido antes da intervenção", argumentou Alvarez. O valor estipulado para os ativos do Nacional pelo Bacen foi de R$ 682 milhões. O Unibanco pagou um ágio de R$ 300 milhões.
Por Cid Queiroz/AM
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