Uma dúvida levantada pelo ministro da Educação, Paulo Renato, poderá atrasar a assinatura do acordo que está sendo negociado entre os professores em greve e deputados integrantes das comissões de Educação e de Orçamento. Há pouco, o ministro telefonou para os parlamentares para saber se o índice de 3,5% relativo ao reajuste salarial dos servidores públicos estaria incluído na verba adicional de R$ 70 milhões que cobririam a diferença que está sendo negociada.
Esses R$ 70 milhões são a diferença entre o reajuste linear proposto pelo Governo, que soma R$ 250 milhões, e os R$ 320 milhões da proposta anunciada ontem como aceitável pela Associação Nacional dos Docentes em Ensino Superior (Andes).
Daqui a pouco, técnicos do Ministério da Educação reúnem-se com o relator do Orçamento 2002, deputado Sampaio Dória (PSDB-SP), para esclarecer a dúvida levantada.
Neste momento, prossegue a reunião do comando de greve com o deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS), relator, na Comissão de Educação, do projeto do Governo que reajusta os salários dos professores.
Por Sylvia Fonseca/AM
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