Depois de ouvir a versão da cantora mexicana Glória Trevi, que garantiu ter sido vítima de estupro no gabinete da administração da carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, deputados de oito partidos e integrantes das comissões de Direitos Humanos, Relações Exteriores e Constituição e Justiça da Câmara, iniciaram hoje a coleta de assinaturas para a criação de uma CPI com o objetivo de investigar o sistema prisional brasileiro.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação, deputado Inaldo Leitão (PSDB-PB), descartou a possibilidade de Glória Trevi ter sido violentada por presos ou agentes penitenciários. Segundo ele, as suspeitas são de que a cantora foi estuprada por funcionários do alto escalão da Polícia Federal - e as denúncias revelam a insegurança nos presídios brasileiros.
Glória Trevi afirmou, pela primeira vez, que não fez inseminação artificial para engravidar e que foi obrigada a manter relações sexuais por várias vezes com uma pessoa cujo nome não quis revelar. A artista, que está presa no Núcleo de Custódia da Penitenciária da Papuda, fez as revelações em depoimento de duas horas a deputados da Comissão de Direitos Humanos e de Constituição e Justiça.
A expectativa do deputado Inaldo Leitão é de que a CPI para investigar a situação dos presídios seja instalada ainda nesta legislatura.
Por Érica Amorim/PR
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