A 10 meses das eleições, ainda há dúvidas sobre as possíveis formas de coligação. Recentemente, em resposta a consulta feita pelo deputado Sérgio Carvalho (PSDB-RO), o Tribunal Superior Eleitoral esclareceu que os partidos políticos que fizerem coligação para eleições majoritárias (presidente, governador, prefeito e senador) não poderão unir-se a outros partidos nas eleições proporcionais, ou seja, para deputado federal, estadual e vereador. A limitação no número de coligações, segundo o deputado Sérgio Carvalho, prejudica os partidos mais fracos.
"Esse entendimento cerceia algumas lideranças, que poderiam ser eleitas e não conseguem porque não têm um partido forte. Para impedir totalmente as coligações, os partidos teriam que ser partidos fortes".
Já o presidente do PT, José Dirceu (PT), é contra qualquer tipo de coligação nas eleições proporcionais.
"Como você vai fazer uma coligação na proporcional com uma pessoa que não apoia seu prefeito, governador e presidente da República? Isso é um absurdo, é uma descaracterização dos partidos, ao contrário do que ele está se afirmando". José Dirceu lembra que as regras sobre coligações, assim como fidelidade partidária e financiamento de campanha, não poderão mais ser modificadas para a próxima eleição. Mas, segundo ele, ainda há tempo de mudar as normas sobre a fiscalização do voto eletrônico. O projeto que determina a impressão do voto para permitir eventual conferência de números deve ser incluído na pauta do plenário desta semana.
Por Poliani Castello Branco/AM
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Coligação partidária ainda suscita dúvidas"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.