Para que o Orçamento Geral da União/2002 seja votado ainda hoje, em sessão do Congresso Nacional, como quer a base aliada, é preciso que todos os partidos fechem acordo para dispensar a contagem do prazo regimental de 24 horas entre a aprovação da matéria na comissão e a votação em plenário. Como a matéria foi aprovada na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização na madrugada de hoje, ela só poderia ser apreciada pelo plenário amanhã. O presidente da Câmara, Aécio Neves, e líderes partidários realizam durante o dia várias reuniões em busca do entendimento. O líder do governo na Comissão de Orçamento, deputado Ricardo Barros (PPB-PR) já fez um apelo aos líderes da oposição para que a matéria seja votada.
Agora à tarde, os líderes da oposição reúnem-se com o presidente da Câmara para tentar uma saída para o impasse.
O líder do PT, Walter Pinheiro (BA), afirmou que a bancada do PT define seu posicionamento para a votação da peça orçamentária, antes da reunião com o presidente da Câmara. Já o líder do Pc do B, deputado Inácio Arruda (CE), afirma que poderá haver quorum para a votação da matéria, mas se não houver acordo, não haverá prazo regimental para abrir a sessão plenária. O líder do PDT, deputado Miro Teixeira (RJ) afirmou que a oposição, em princípio, não abre mão de um salário mínimo superior a R$ 200; da renegociação das dívidas dos pequenos e médios agricultores e do reajuste para o salário mínimo superior aos 3,5%oferecido pelo governo.
A sessão para a votação do Orçamento 2002 em plenário está prevista para às 5 horas da tarde.
Por Adriana Romeo/ACS
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