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CPMI do Roubo de Cargas comemora resultado

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 26 de dezembro de 2001
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Os parlamentares da CPMI do Roubo de Cargas fizeram um balanço positivo dos trabalhos da Comissão no seu segundo ano de funcionamento.

Neste ano, a CPMI realizou 20 reuniões. Em audiências públicas, foram ouvidas cerca de 100 pessoas, entre testemunhas, vítimas e suspeitos de envolvimento com quadrilhas especializadas em roubo de cargas e lavagem de dinheiro. Os depoimentos resultaram em quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de dezenas de pessoas e empresas.

ENVOLVIDOS

A CPMI tomou os depoimentos do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, do empresário Ari Natalino da Silva, acusado de receptação, lavagem de dinheiro e adulteração de combustível, e dos presidiários Jorge Méres e Sálvio Barbosa Vilar, que passaram a cooperar com os trabalhos da Comissão. Já o empresário Willian Sozza, acusado de chefiar uma das maiores organizações ligadas ao roubo de cargas, recusou-se a depor.

Em Campinas, São Paulo, os parlamentares investigaram o envolvimento de policiais com desvio de cargas, extorsão e formação de quadrilha. Três deles tiveram prisão decretada; em São Luís, a CPMI ouviu pistoleiros acusados de assassinar caminhoneiros; em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, foram ouvidos comerciantes acusados de receptar caminhões roubados; e em Joinville, Santa Catarina, a CPMI tomou depoimentos de integrantes de uma quadrilha que roubava cargas na região.

O deputado Oscar Andrade (PFL-RO), relator da CPMI do Roubo de Cargas, acredita que, apesar de não ter finalizado os trabalhos, houve avanços importantes em relação ao problema. "Nós atingimos o receptador que consegue manter aceso e crescente esse crime terrível que é o roubo de cargas, que aumentou 3000% na última década, do início de 1990 para o fim de 2000."

Anualmente, os desvios de cargas em rodovias de todo o País provocam prejuízos da ordem de R$ 600 milhões, segundo dados levantados pela Comissão. Metade dos crimes ocorrem em estradas localizadas no estado de São Paulo.

No início de dezembro, a CPI teve os trabalhos prorrogados até o dia 30 de junho de 2002.

Por Liz Elaine Lôbo/LC

 

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