As lideranças partidárias acertaram há pouco o prazo de hoje até sábado para um acordo em torno da votação do Orçamento 2002. A informação, à saída de mais uma rodada de negociações, é do líder do PT, deputado Walter Pinheiro (BA). Segundo ele, se houver entendimento em torno dos pontos polêmicos, a proposta orçamentária poderá ser votada pelo plenário do Congresso nos próximos dias 26 e 27.
A Oposição condiciona a votação do Orçamento ao atendimento de três exigências: aumento maior para o salário mínimo; refinanciamento das dívidas dos pequenos e médios agricultores; e reajuste real dos vencimentos dos servidores públicos. Mas os oposicionistas estão divididos quanto à estratégia de obstrução. O PT aceita votar os créditos suplementares da pauta do Congresso, mantendo-se em obstrução apenas quanto à proposta orçamentária. Já o PDT insiste na suspensão de todas as votações até que as reivindicações sejam atendidas pelo Governo. Ambos os partidos, porém, acusam o Executivo de intransigência nas negociações.
CONCESSÕES
Mas o líder do Governo no Congresso, deputado Heráclito Fortes, afirma que o Executivo vem fazendo concessões, como o aumento do salário mínimo dos R$ 189,00 previstos originalmente no Orçamento para R$ 200,00. Ele disse que a base governista está buscando o entendimento e apelou para a compreensão das outras lideranças, inclusive em relação à votação dos créditos suplementares da pauta do Congresso.
Heráclito advertiu ainda que o Brasil precisa observar o exemplo da Argentina, onde, segundo ele, a utilização incorreta dos recursos públicos trouxe prejuízos e desemprego para o País. Não adianta oferecer reajustes impossíveis, observou o parlamentar.
Por Poliani Castello Branco/RO
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