Em mais uma rodada de negociações em torno da votação do Orçamento 2002, estão reunidos neste momento os líderes do Governo no Congresso, Heráclito Fortes (PFL-PI), e do PDT, Miro Teixeira. Os pedetistas ameaçam obstruir a votação de projetos de crédito suplementar no Congresso para forçar um aumento maior para o salário mínimo e o reajuste real dos salários dos servidores públicos.
Já o líder do PT, deputado Walter Pinheiro (BA), aponta a obstrução dos créditos suplementares como uma incoerência, já que, segundo ele, houve acordo para votação dessas matérias. Mas o partido continua insistindo em suas reivindicações para votar a proposta orçamentária para o próximo ano, sobretudo em relação ao salário mínimo.
Segundo o líder do Governo, Heráclito Fortes, se os créditos não forem votados hoje, vários setores da administração pública terão dificuldades, inclusive para o pagamento de pessoal.
ACORDO
As lideranças partidárias já chegaram a acordo em torno de 13 projetos de crédito suplementar incluídos na pauta do Congresso, dentre os quais o que libera R$ 975.919.257,00 para reforço das dotações dos Ministérios da Educação, Previdência, Saúde, Cultura e Trabalho.
Por Poliani Castello Branco/RO
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