A CPI do Proer aprovou requerimento de reconvocação do ex-controlador do Bamerindus, José Eduardo Andrade Vieira. Vieira será chamado a depor de novo para esclarecer contradições surgidas entre o seu depoimento e o do ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola. O requerimento, do deputado Ivan Valente (PT-SP), pedia uma acareação entre os dois, mas, após uma negociação mediada pelo presidente da Comissão, deputado Gustavo Fruet (PMDB-PR), deputados da Oposição e da base do Governo aceitaram a proposta intermediária.
A polêmica consistia no fato de que o relator, deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), aceitava aprovar os outros requerimentos da Oposição, que tratavam da quebra de sigilo bancário de ex-interventores do Bamerindus, mas rejeitava a acareação ou mesmo a reconvocação de Vieira. O presidente da CPI argumentou que ou se prorrogava os trabalhos para marcar nova reunião deliberativa, atrapalhando a estratégia de suspender a contagem do prazo para evitar o encerramento da CPI durante o recesso; ou então se colocaria em votação uma proposta não consensual, que certamente não seria aprovada. "A opção pelo acordo foi importante porque encerramos o terceiro mês dos trabalhos sem ter nenhum requerimento rejeitado. Assim, não restará qualquer dúvida de que a CPI não está sendo limitada em suas investigações", comemora Fruet.
SIGILO
Além da reconvocação de Andrade Vieira, a CPI do Proer aprovou a quebra dos sigilos bancários de Gilberto Loschila e Flávio Siqueira, ex-interventores e liquidantes do Bamerindus; e de Valdir da Costa Frazão e Antônio Ademir Toledo da Silva, que assessoravam os liquidantes. Eles são suspeitos de várias irregularidades que provocaram prejuízo à massa falida do Bamerindus.
Por Cid Queiroz/RO
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