O presidente HSBC no Brasil, Michael Geoghegan, negou que o banco tenha tido informações privilegiadas no processo de intervenção e transferência do Bamerindus, que foi adquirido pelo HSBC em março de 1997.
O dirigente também negou que o Banco tenha treinado funcionários para trabalhar no Bamerindus meses antes da aquisição. Apesar de o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) ter mostrado documentos que indicam que treinamento foi realizado em SP.
PREJUÍZOS COM AÇÕES
Michael também falou sobre a suspeita de que o HSBC teria prejudicado intencionalmente a imagem do Bamerindus em 1996, antes da intervenção, lançando a participação acionária de 6,14%, que tinha no banco brasileiro, como prejuízo. Mas limitou-se a dizer que a decisão atendeu a uma ordem dos auditores do HSBC em Londres.
Também falou sobre o problema dos acionistas minoritários, que reclamam na Justiça, R$ 80 milhões em investimentos no Bamerindus. O banqueiro disse que tem simpatia pelos minoritários, mas ainda não há como saber quem realmente ganhou ou perdeu com a venda do Bamerindus. "Só a Justiça poderá decidir a questão".
O presidente da Associação Brasileira dos Acionista Minoritários do Bamerindus, Euclides Ribas, também está sendo ouvido pela CPI do Proer, no plenário 6.
Por Alexandre Pôrto/RCA
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