O Grupo de Trabalho que discute a Transposição do Rio São Francisco reúne-se às 14h30, no plenário 3, para discutir o relatório do deputado Marcondes Gadelha (PFL-PB) ao projeto.
O projeto do Governo, orçado em US$ 1,8 bilhão, prevê, inicialmente, a criação de dois canais na bacia do Rio São Francisco para abastecer alguns dos principais reservatórios de água no nordeste setentrional, que compreende os estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Já está concluído o estudo do Ministério da Integração Nacional sobre a viabilidade técnica para execução da primeira fase da obra, faltando apenas o estudo sobre o impacto ambiental, que está sendo realizado pelo Ibama.
A transposição de águas da bacia do Rio Tocantins para o Rio São Francisco é a segunda fase do projeto, e foi apontada como alternativa para reforçar o volume hídrico do São Francisco.
O secretário de infra-estrutura hídrica do Ministério da Integração Nacional, Rômulo de Macêdo Vieira, garantiu que o projeto não vai causar impacto na região, uma vez que a vazão prevista é de menos de 1% da média anual.
Mas para o deputado Nilson Pinto (PSDB-PA) é preciso cautela. Ele alerta que a transposição do Rio Tocantins não pode ser dissociada do projeto de viabilização da hidrovia do Rio Araguaia para o Tocantins, que ainda não foi concluída por causa de problemas ambientais.
O secretário de Infra-Estrutura Hídrica comprometeu-se em manter a Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional informada sobre o andamento do processo de estudos que vai analisar a viabilização do projeto.
Por Cid Queiroz
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