Em audiência pública na Comissão da Amazônia e de Desenvolvimento Regional, o chefe da Divisão de Repressão e Entorpecentes do Departamento de Polícia Federal, Getúlio Bezerra, disse que a chamada Operação Cobra, que está sendo realizada desde setembro deste ano, não se trata de uma operação de guerra.
A audiência foi convocada por requerimento da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) para debater a Operação Cobra, realizada pela Polícia Federal, na fronteira com a Colômbia.
Na opinião de Bezerra, a ação desenvolvida pelo Governo brasileiro diante das possíveis conseqüências do Plano Colômbia trata-se apenas de um plano de fiscalização e controle dos 1.600 quilômetros da fronteira do Brasil com aquele país.
Segundo o representante da Polícia Federal, o Governo descartou a possibilidade de migração de traficantes para o território brasileiro quando for iniciada a ação conjunta dos Estados Unidos e da Colômbia para combater o narcotráfico.
Já para o membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da OAB, Percílio de Sousa Neto, a Operação Cobra não resolve o problema, que exige um combate mais efetivo ao consumo e aos mecanismos de lavagem de dinheiro.
O representante da OAB também criticou a prisão e o cancelamento do registro do ex-padre Olivério Medina, membro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), assunto que também foi discutido na Comissão.
Percílio Neto considera que foram meramente políticos os motivos que levaram à prisão do ex-padre, que agora se encontra em liberdade com sua situação regularizada no Brasil.
Para a primeira vice-presidente da Comissão da Amazônia, deputada Vanessa Grazziotin, muita coisa ainda precisa ser esclarecida. Mas ela acredita que não há possibilidade de invasão de traficantes no território brasileiro quando se iniciarem as ações do Plano Colômbia. Segundo ela, está sendo feito muito alarde por parte da Imprensa.
Por Sâmia Mendes/ RCA
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