O chefe da Divisão de Repressão a Entorpecentes do Departamento da Polícia Federal, Getúlio Bezerra, admitiu que o Plano Colômbia é um plano de interferência americana.
Segundo Getúlio Bezerra, o Plano Colômbia pode ter desdobramentos nos países vizinhos. Mas ele descarta a possibilidade de migração do plantio de cocaína para o Brasil, por causa de fatores como a diferença de terreno e a dificuldade de transporte.
Bezerra admitiu, ainda, que pode haver inquietações indígenas na região.
Ele explicou que a Operação Cobra, uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a polícia colombiana, a ser realizada na região amazônica, é pacífica e não de guerra. O objetivo é dar uma resposta ao Plano Colômbia, evitando desdobramentos negativos do Plano e fortalecendo a Instituição.
O Plano Colômbia foi criado para reprimir a guerrilha e o tráfico de drogas naquele país, principalmente na fronteira com o Brasil.
Membro do Conselho de Defesa da Pessoa Humana da OAB, Percílio de Sousa Lima Neto disse que a prisão do ex-padre Olivério Medina, acusado de ser chefe de imprensa das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi política, sem nenhum embasamento jurídico. O visto de permanência no Brasil do ex-padre, que chegou a ser preso pela Polícia Federal em Foz do Iguaçu, expira no próximo dia 13 de novembro. Medina foi solto por força de um habeas-corpus e seus documentos de estrangeiro lhe foram devolvidos por meio de uma liminar.Para Percílio Neto, a entrega do ex-padre ao Governo Colombiano (deportação) implicaria na morte dele.
Getúlio Bezerra e Percílio de Souza Lima Neto estão participando de audiência pública na Comissão da Amazônia, para discutir a Operação Cobra e a prisão do ex-padre.
Por Christian Morais/ LC
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