Mineradoras que atuam em Carajás, no Pará, lançaram hoje na Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional o Fundo para reflorestamento da Amazônia, que abriga a maior biodiversidade do planeta.
Uma grande preocupação dos ambientalistas é, sem dúvida, a preservação da floresta amazônica. Os constantes desmatamentos podem causar sérios danos ao meio ambiente, entre eles a destruição da camada de ozônio, o aumento da poluição e a destruição da biodiversidade.
Com a intenção de garantir que daqui há alguns anos ainda exista a floresta amazônica é que donos de indústrias do setor mineral, com iniciativa da Associação das Siderúrgicas de Carajás (Asica), criaram o "Fundo Florestal de Carajás". O Fundo vai receber, durante dez anos, R$ 3,00 por tonelada de ferro gusa retirado de Carajás.
O presidente da Comissão, deputado Evandro Milhomen (PSB-AM), abriu o evento dizendo que "não se vive na Amazônia sem a sua preservação" e ofereceu o apoio da Comissão ao Fundo. "Isso representa de fato a complexidade de permanência do homem da floresta e do meio ambiente intocável. Não podemos mais nos dar o direito de destruir a Amazônia pagando o preço da destruição do homem".
O presidente da Asica, Luiz Carlos Monteiro, explicou que os recursos do fundo financiado pelas mineradoras será aplicado no reflorestamento da Amazônia.
Durante o evento, Monteiro lançou o selo do Fundo Florestal de Carajás, com a frase "A força que nasce da Terra", que será comercializado pelo Correios e cuja renda será revertida para o Fundo. As dez indústrias produtoras de ferro gusa que fazem parte da Asica, apresentaram o primeiro depósito de US$ 3,00 que será feito mensalmente em favor do fundo e receberam um selo comemorativo. O lançamento do Fundo Florestal de Carajás contou com a presença de governadores de estados da Amazônia e de representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama.
Por Ariane Farias/ RCA
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