As organizações não-governamentais são os principais parceiros do Ministério do Meio Ambiente para a realização de programas ambientais. A afirmação é da secretária de coordenação da Amazônia, Mary Allegretti, que participou ontem de audiência pública na Comissão de Amazônia. Segundo ela, o Ministério considera bastante positiva a atuação das ONGs na região.
Não é exatamente o que pensam alguns deputados. Eles estão preocupados com a falta de transparência no trabalho desenvolvido por algumas dessas entidades, principalmente as ligadas à área ambiental.
O presidente do Greenpeace, uma das mais conhecidas ONGs ambientais do mundo, se defende. Segundo Roberto Kishinami, uma das principais preocupações da ONG é a preservação das culturas tradicionais e a melhoria da qualidade de vida daqueles que sobrevivem em condições precárias. Mas nem todas as ONGs desenvolvem este tipo de trabalho. A Comissão da Amazônia tem recebido várias denúncias de atuação ilegal.
Esse tipo de situação preocupa o Ministério da Defesa. O diretor do departamento de inteligência estratégica do Ministério, general Francisco Fernandes, reconhece que não é difícil, principalmente para as organizações não-governamentais estrangeiras, desenvolver ações que contrariem os interesses brasileiros. E para evitar este tipo de ação, o Ministério sugere um controle melhor da atividade das ONGs no Brasil, desde o cadastramento até a prestação de contas dos gastos e atividades desenvolvidas.
Por Cláudia Brasil/PR
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