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JORNALISTAS CRITICAM FALTA DE TRANSPARÊNCIA DA CBF

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 7 de novembro de 2000
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A CPI da Nike acaba de ouvir quatro jornalistas, que foram unânimes em condenar a falta de transparência na atuação da Confederação Brasileira de Futebol.

Juca Kfouri fez uma radiografia do futebol brasileiro hoje, e ressaltou o desrespeito ao torcedor, com a transmissão em horários contrários à cultura e uma relação mal esclarecida entre os clubes e as emissoras de TV. Kfouri assinalou que a CPI não deve fazer apenas "uma limpeza" no futebol, mas discutir um nova legislação. Ele criticou a postura do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, dizendo que, desde que assumiu, a Confederação tem se caracterizado pela disseminação de mentiras e tem se escondido da Imprensa. "Há ainda a questão de que a CBF teria uma relação duvidosa com o Judiciário, que favorece a escolha de juízes", lembra.

Quanto ao Contrato com a Nike, ele ressalta que "o mais estranho é de não ter sido transparente. Não entendo porque tudo é feito de maneira sigilosa pela CBF".

Já o jornalista Flávio Prado exemplificou uma das mentiras da CBF, lembrando que a Confederação anunciou que Ronaldinho estava com problema no tornozelo, na primeira escala da Copa do Mundo de 1998 e que, por isso, não iria jogar. Porém, o jogador entrou na segunda escalação.

José Trajano disse que a CBF mudou de atitude depois que o ex-presidente, João Havelange, indicou Ricardo Teixeira para substituí-lo. Trajano espera que a CPI aponte um caminho para que o Ministério Público possa apurar as denúncias contra a CBF.

Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, afirmou que o futebol precisa mudar, e que a CPI pode dar início às mudanças. "O modelo atual é pela troca de favores, pela ineficiência e pelo nepotismo. O torcedor está totalmente desacreditado do futebol brasileiro, por isso está deixando de ir aos estádios". Tostão ainda criticou a figura do empresário, "que é um catalisador de irregularidades no futebol". Os parlamentares estão agora debatendo o tema.

Por Maureen Rojalm/ RCA

 

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