A CPI do Narcotráfico reúne-se hoje, a partir das 15 horas, no plenário 10, para acertar detalhes da votação do relatório final do deputado Moroni Torgan (PFL-CE). A Comissão tem até o dia 14 de novembro para votar o relatório.
Segundo o presidente, deputado Magno Malta (PPB-ES), a CPI poderá se transformar numa comissão permanente na Câmara. Malta disse que a decisão já foi negociada com o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, e deverá ser votada na próxima semana. O parlamentar afirmou que a iniciativa ganhou força diante da quantidade de denúncias novas que os integrantes da CPI continuam recebendo e também em função do número de investigações que não foram concluídas durante os trabalhos.
Após um ano e sete meses de funcionamento, a CPI chega à reta final de seus trabalhos. Nesses tempo, a Comissão promoveu um grande levantamento sobre o crime organizado e o tráfico de drogas no País: localizou criminosos, identificou a conexão do tráfico de drogas e o esquema de lavagem de dinheiro.
Para chegar a esse resultado, a Comissão realizou investigações em 17 estados brasileiros. Quebrou os sigilos bancário, fiscal e telefônico de mais de 300 pessoas, além de contribuir para a prisão de cerca de 40 envolvidos com o narcotráfico.
Três deputados, um federal e dois estaduais, perderam os mandatos. Há ainda vários mandados de prisão contra políticos, policiais, empresários, representantes da Justiça, acusados de participarem do esquema do tráfico de drogas e do crime organizado.
O 2º vice-presidente da CPI do Narcotráfico, deputado Fernando Ferro (PT-PE), disse que os trabalhos da Comissão não se esgotam com a votação do relatório final. "Vamos encaminhar cópias do relatório ao Ministério Público, aos presidentes da Câmara e do Senado, ao presidente da República e à Polícia Federal, para que seja dado prosseguimento às investigações e denúncias que a CPI identificou", avisa.
Por Carmem Fortes e Zilva Laborão/LC
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