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REJEITADA URGÊNCIA AO PROJETO DO SIGILO BANCÁRIO

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 30 de novembro de 2000
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Apesar das intenções do Governo de votar hoje os dois projetos que garantem recursos para um aumento maior do salário mínimo, as votações ficaram para a semana que vem.

Pela manhã, o Plenário rejeitou o requerimento que pedia urgência para o projeto que permite a quebra do sigilo bancário (PL 3756/00), apesar dos 251 votos a favor (seriam necessários 257 votos favoráveis). Dessa forma, a base do governo sentiu que não havia condições para votar a matéria.

O PPB obstruiu a votação por considerar a proposta inconstitucional. O líder do partido, deputado Odelmo Leão, acha que a proposta infringe o artigo 5 da Constituição, que garante o direito do cidadão ao sigilo de seus dados.

Também houve outras divergências dentro da base. O deputado Mussa Demes, relator da Reforma Tributária, não acredita que a quebra do sigilo traga mais recursos para o aumento do salário mínimo. "Pelo contrário, a minha impressão é de que ela vai provocar um decréscimo da receita para a própria CPMF, já que ninguém vai deixar seus recursos na conta sabendo que estará sendo objeto de investigação."

Ao final da sessão, foi aprovado, por votação simbólica, o requerimento de urgência para a proposta de combate à elisão fiscal (PLP 77/99), para evitar sonegação de imposto.

O líder do governo, Arnaldo Madeira, acredita que vai ser fácil a votação da quebra do sigilo bancário e do combate à sonegação na semana que vem, já que a aprovação destas propostas é garantida por maioria simples. Ele acha que difícil vai ser aprovar o requerimento de urgência para a proposta de quebra de sigilo, já que para ser aprovado o requerimento precisa de 257 votos favoráveis.

Durante a sessão de hoje também foram aprovados os requerimentos de urgência para apreciação do PL 3.837/00, do Executivo, que dispõe sobre a incidência da contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o financiamento da Seguridade Social (Cofins); e do PL 1.615/99, do Executivo, que cria a Agência Nacional de Transportes (ANT).

A próxima sessão está marcada para terça-feira, às 16 horas.

Por Luiz Cláudio Canuto/LC

 

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