Encerrou-se há pouco o depoimento de Américo Faria, ex-supervisor técnico da seleção brasileira da Copa de 1998, na CPI CBF/ Nike. O relator da CPI, deputado Silvio Torres (PSDB-SP), perguntou a Faria se ele teria recebido em 1997, como adiantamento da CBF, a quantia de R$ 279 mil. Ele negou o adiantamento, mas confirmou que em 1998 teria recebido R$ 180 mil da entidade como a primeira parcela de um total de R$ 800 mil a que teria direito como indenização pelo fim de seu contrato com a CBF. O relator estranhou uma soma tão alta a título de indenização. Américo Faria trabalhou na CBF entre 1989 e 1999.
O polêmico documento redigido em inglês por um representante da Fifa, momentos antes do início da partida final da Copa de 1998, para justificar a substituição de Edmundo por Ronaldinho, voltou a ser questionado pela CPI CBF/Nike. O documento dizia que Ronaldinho teria ido ao hospital para exames em seu tornozelo esquerdo, mas que estava apto para entrar em campo.
O deputado Dr. Rosinha, desconfia do documento e questionou a interferência da Fifa em ações que deveriam ser exclusivas da delegação técnica brasileira. "Deve ter dedo da Nike ou de João Havelange", ironizou.
Os parlamentares estão agora discutindo requerimentos.
Por Mércia Maciel/ RCA
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