Cento e trinta mil cruzes estão fincadas nos gramados da Esplanada dos Ministérios, em memória dos mortos por trauma no Brasil no ano passado. A impressionante instalação abre a Semana do Trauma 2000, evento promovido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado, como apoio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Às 10 horas, será celebrada cerimônia ecumênica, no Salão Negro do Congresso Nacional, com a presença de líderes religiosos de todo País, além de representantes de entidades civis e políticas. Na ocasião será feita uma oração pelos 130 mil mortos pela violência no ano passado. Às 12h30, representantes das organizações dos médicos terão audiência com o presidente da República e o ministro da Saúde.
"As manifestações significam que estamos dizendo basta à guerra. Ou melhor, não compactuamos com ela, não a aceitamos e como principais responsáveis pelo atendimento médico e final das vítimas da violência no Brasil temos o dever ético e moral de mostrarmos ao País às vítimas da guerra. O que queremos é que o Brasil se debruce e reflita sobre a guerra. Pedimos à sociedade brasileira que pare de matar", justificam os responsáveis pelo Projeto Trauma. Os médicos lembram que dos 130 mil mortos, de 1999, 42.000 foram assassinados, um número superior ao das vítimas de muitas guerras.
Mais informações sobre a manifestação e o Projeto Trauma podem ser obtidos junto à sua Secretaria Executiva, pelos telefones (011)881.3661, 3086.3771, 3086.3772, ou pelo e-mail trauma@uol.com.br. (CQ)
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