Depoimentos da CPI da Nike contradizem Zagallo mais uma vez. Deputados estão convencidos de que o ex-técnico da seleção mentiu na CPI. Hoje foram ouvidos dois dirigentes da seleção que estiveram no final da Copa da França. Fábio Koff e Américo Faria disseram que não conheciam o contrato entre a CBF e a multinacional de material esportivo, mas confirmaram a presença do representante da Nike no hotel da delegação.
A CPI da Nike pediu o inquérito à Polícia Federal do Paraná que investiga a evasão de divisas pela CBF através do banco Araucária naquele Estado.
O presidente do clube dos 13, Fábio Koff, chefe da delegação brasileira na copa da França, além de desconhecer o contrato, disse que não viu o representante da Nike na concentração do time. Afirmou também que ficou sabendo da crise de Ronaldinho no fim da tarde, porque no dia da final resolveu tomar um tranqüilizante.
O que espantou os deputados foi o documento que Fábio Koff assinou justificando a mudança na escalação de Edmundo para Ronaldinho, minutos antes de começar a partida final da copa. O documento foi apresentado por um funcionário da Fifa, e Koff assinou mesmo sem conhecer o conteúdo porque não lê em inglês.
O supervisor da seleção na copa de 1998, Américo Faria, também assinou o documento. Segundo ele, a Fifa precisava justificar a mudança no time, para evitar protestos da equipe francesa. Já que Ronaldinho não foi incluído na primeira escalação, a oficial, divulgada uma hora antes da partida.
Os deputados também investigaram os ganhos do ex-supervisor. Ele disse que entrou na CBF em 1989 ganhando o equivalente a US$ 1.000, e quando saiu em 1998, recebia 20 mil dólares mensais. E no fim do contrato foi indenizado.
Por Clauder Diniz / RCA
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