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CPI DA NIKE OUVE FÁBIO KOFF E AMÉRICO FARIA

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 30 de novembro de 2000
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Começou há pouco, na CPI da Nike, o depoimento do presidente do Clube dos 13, Fábio Koff. Koff foi presidente da delegação da seleção brasileira na Copa de 1998. Também falará o preparador Américo Faria que também foi membro da Comissão Técnica da seleção naquela Copa. Os dois vão prestar esclarecimentos sobre a final com a França.

Ontem, a CPI decidiu criar quatro sub-relatorias para tratar da questão dos passaportes falsos, da transferência de menores para o exterior, das federações esportivas estaduais e da legislação do futebol. Segundo o presidente da CPI, deputado Aldo Rebelo (PcdoB-SP), "a criação das sub-comissões descentraliza, democratiza e aprofunda as investigações. O relator agora poderá dividir as suas atribuições com os demais membros da Comissão".

Em janeiro, os jogadores Ronaldinho e Roberto Carlos deverão prestar depoimento à comissão. Os deputados querem ouvir as versões dos jogadores sobre a final da Copa de 98, na França.

Também foi aprovada a convocação do ex-funcionário da Nike, Luís Alexandre Rodrigues, que acompanhou a delegação brasileira na Copa. Em depoimento na Comissão, o atacante Edmundo garantiu que ele tinha livre trânsito entre os jogadores e freqüentava os vestiários, antes e depois das partidas.

Em dezembro, a CPI deverá realizar diligência no Maranhão, apontado como estado que mais exporta jogadores no exterior e fabrica "gatos" - atletas com idades adulteradas.

Os parlamentares também aprovaram o requerimento para convocar o árbitro José Roberto de Godoy, que depois de um jogo pela Copa João Havelange, no último sábado, deu declarações a uma emissora de TV de que muitos jornalistas esportivos estão na folha de pagamento dos clubes de futebol. A CPI quer apurar a insinuação de Godoy de que os repórteres ganham dinheiro dos dirigentes dos clubes, o que comprovaria a imparcialidade nas coberturas esportivas.

As datas dos depoimentos ainda não foram marcadas, mas Aldo Rebelo já defende que a CPI funcione no mês de janeiro, mesmo que o Congresso esteja em recesso parlamentar. O deputado, afirmou que a pauta de investigações é bastante extensa e não pretende interromper a apuração das irregularidades para não perder o fio da meada. Os trabalhos da CPI têm duração de 4 meses, mas podem ser prorrogados.

Por Mércia Maciel/LC

 

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