Depois de conversar com a Força Sindical, hoje o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, recebeu o presidente nacional da CUT, João Felício, para tratar das fontes que vão garantir o reajuste do salário mínimo para R$ 180,00.
João Felício afirmou que a Central Sindical discorda da proposta do presidente Fernando Henrique de taxar os fundos de pensão e os aposentados para aumentar o salário.
O presidente Michel Temer reafirmou durante o encontro com os sindicalistas que, pela primeira vez, todos estão empenhados em decidir a questão do salário mínimo. Quanto às propostas que deverão ser enviadas pelo Executivo ao Congresso Nacional nos próximos dias, que incluem pontos como a tributação dos fundos de pensão, o presidente disse que a grande novidade é a Contribuição da Solidariedade - uma espécie de adicional ao Imposto de Renda a ser pago por aqueles quer recebem acima de R$ 10 mil. "É uma contribuição que pode ser examinada pelo Congresso, na medida que todos estamos preocupados, Congresso e Governo, com a tese de que devemos encontrar meios para aumentar o salário mínimo".
João Felício afirma que a CUT defende a taxação das grandes fortunas e de uma reforma tributária. "Nesse País, o grande paga pouco imposto e o pequeno paga muito. As empresas multinacionais pagam apenas 15% de imposto de renda no Brasil, sendo que, em outros países, pagam de 30 a 35%. Portanto, as fontes de recursos existem, desde que o Presidente tenha coragem de enviar um projeto ao Congresso Nacional propondo uma verdadeira reforma tributária".
Quanto à pauta de votações da Câmara, o presidente afirmou que os deputados já encerraram as discussões sobre o Projeto de Previdência Complementar, que está bloqueando a pauta de votações há mais de um mês, e que deve ser votado na tarde de hoje.
Michel Temer também recebeu nesta manhã uma Comissão Representativa do Fórum em Defesa da Vida do jornalista Mumia Abu-Jamal, que está condenado à morte, nos Estados Unidos, há mais de 15 anos.
Hoje também, representantes da Fundação Zumbi dos Palmares e Comunidade Ba’hai pediram ao presidente Michel Temer apoio para a discussão de problemas como o racismo e a discriminação racial, que serão discutidos durante Conferência na África do Sul no próximo ano.
Por Tatiana Azevedo/ RCA
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