O presidente da Câmara, deputado Michel Temer, recebeu há pouco o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, e os deputados do PT, Aloizio Mercadante (líder na Câmara) e Paulo Paim (RS). Eles disseram ao presidente que a proposta do Governo para obter recursos para o aumento do salário mínimo não tem o apoio da CUT. O presidente Fernando Henrique anunciou que está encaminhando ao Congresso um pacote de propostas para financiar o aumento do salário mínimo. Além de tributar os fundos de pensão e cobrar a previdência dos servidores inativos, o governo quer criar o imposto da solidariedade. Esse imposto seria cobrado dos trabalhadores que recebem mais de R$ 10 mil, que passariam a pagar um percentual adicional de 1% no Imposto de Renda.
Os sindicalistas consideram injusto tributar mais uma vez a população com a cobrança do chamado imposto da solidariedade.
Temer afirmou que a única novidade da proposta do Governo é esse imposto, mas evitou dar uma opinião, já que ainda não conhece o seu inteiro teor. Temer ressaltou o fato de que pela primeira vez existe um empenho conjunto para resolver a questão do salário mínimo.
Por Tatiana Azevedo/ LC
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