A comissão especial que trata do acúmulo de emprego público realizou hoje sua penúltima audiência pública antes da apresentação do relatório final do deputado José Teles (PSDB-SE).
Foram convidados para a audiência representantes dos Sindicatos de Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Rio de Janeiro, dos Conselhos de Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, e do Fórum de Entidades de Trabalhadores da Área de Saúde.
Todos os convidados disseram que a reivindicação para o acúmulo de empregos públicos para todos os profissionais de saúde, retirado da Constituição em 88, adequa-se à realidade brasileira. Hoje, a Constituição permite apenas aos médicos trabalhar em dois hospitais públicos.
Para a presidente do sindicato dos enfermeiros do Rio, Rejane de Almeida, o cidadão é o grande penalizado com essa restrição. De acordo com ela, mesmo se fossem contratados todos os formandos em nutrição, enfermagem e fisioterapia, não haveria profissionais o bastante para atender à demanda de pessoal na rede pública de saúde. "A gente viaja por esse interior do Brasil e vê a carência desses profissionais. Nós fizemos um levantamento que mostra também a compatibilidade de horários para a acumulação".
Na próxima terça-feira, dia 28, a Comissão Especial ouvirá o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Luiz Carlos Capella. Até lá, o relator da Comissão será apenas um ouvinte nas audiências. " Eu não quero adiantar nada, porque esse tem de ser um relatório perfeito, sem prejudicar ninguém", afirma Teles.
O deputado apresentará seu relatório no dia 29 de novembro.
Por Marcela Gracie/PR
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