Os trabalhos da CPI da CBF/Nike começaram de maneira agitada. O técnico Zagallo contestou, logo de início, as notícias publicadas na Imprensa de que ele e o também técnico Wanderley Luxemburgo tentaram impedir as investigações da CPI por meio de cartas enviadas a deputados, inclusive ao presidente da CPI, deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP). Muito nervoso, Zagallo negou ter enviado qualquer carta e exigiu uma resposta dos parlamentares sobre as cartas.
Aldo Rebelo explicou ao técnico que ele foi convidado na condição de depoente, e não inquisidor. E mostrou uma carta que recebeu de Zagallo, dizendo que, quando era técnico da seleção, a Nike nunca exerceu pressão para convocar jogadores.
Rebelo afirmou ainda que, na sua interpretação, Zagallo não era a favor da CPI. "Sua declaração é mentirosa, já que a CBF e a Nike admitiram as pressões para a escalação", afirmou o deputado.
Zagallo continuou a negar as cartas, em tom de voz alterado, mas confirmou que assinou declaração enviada à Câmara no dia 1º de março, dizendo que a Nike jamais interferiu na convocação de jogadores e na definição de adversários quando ele era técnico. Mas ele disse que a declaração não significou um pedido para que a CPI não fosse instalada.
Os demais parlamentares estão reclamando do comportamento do técnico, dizendo que ele está desequilibrado, e pedem que ele siga as regras do parlamento.
Por Maureen Rojalm/ Poliani Castello Branco/ RCA
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