Os ânimos voltaram a se acirrar na CPI CBF/Nike quando os deputados começaram a discutir a declaração de Zagallo de que a CBF indicava alguns amistosos na época em que era técnico.
O presidente da CPI, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), teve de pedir para o técnico comportar-se como testemunha e manter-se em silêncio até ser solicitado a responder as perguntas. O deputado Eurico Miranda (PPB-RJ) solicitou, pela segunda vez, que Zagallo seja informado das regras de depoimento na Câmara.
O ex-técnico negou ter participado das discussões do contrato da Nike com a CBF e reiterou que não conhecia os termos do contrato. "Nunca um dirigente da CBF me pediu para que escalasse um jogador", enfatizou Zagallo, mas admitiu que, além da equipe técnica, a CBF indicava alguns amistosos.
Voltando à convocação de Ronaldinho, Zagallo confirmou que a equipe técnica tentou esconder ao máximo o problema da convulsão e que, como não sabia ainda se ele poderia jogar ou não, declarou, uma hora antes do jogo, que o centroavante teria um problema no tornozelo. "Essa foi a forma de se protelar a decisão sobre a escalação dele para a final", admitiu.
Por Poliani Castello Branco/ RCA
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