A Comissão Externa criada para investigar as circunstâncias da morte do ex-presidente Jusceslino Kubitscheck vai apresentar amanhã um relatório com o resultado das investigações realizadas no Chile. Na mesma reunião, será apresentado ainda o relatório elaborado pelos peritos criminais João Bosco de Oliveira e Ventura Martello Filho sobre o acidente de automóvel que causou a morte de JK.
Segundo o presidente da Comissão, deputado Paulo Octávio (PFL-DF), existe a suspeita de que o ex-presidente tenha sido monitorado, durante 10 anos, por agentes que trabalhavam para governos militares do Cone Sul.
Paulo Octávio ressaltou que durante a permanência no Chile, a Comissão constatou o interesse das autoridades chilenas em passar à limpo as atrocidades cometidas na época da ditadura militar. Os chilenos também deixaram claro a necessidade de esclarecer se de fato existiu a Operação Condor, uma frente de inteligência criada para eliminar lideranças políticas que ameaçavam a estabilidade desses governos. Essa intenção foi confirmada numa carta convite que convocava representantes dos órgãos de informações dos países do Cone Sul - Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile, para uma reunião em Santiago, no período de 25 de novembro a 1 de dezembro de 1975.
Paulo Octávio disse que até agora não foi encontrada evidências de uma ligação entre a Operação Condor e o Brasil, mas existem muitos documentos que ainda precisam ser analisados.
Por Carmem Fortes/LC
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