A CPI das Terras Públicas ouve amanhã, às 14h30, o depoimento do superintendente da Polícia Federal no Pará, Geraldo José de Araújo. Ele vai entregar à Comissão o laudo grafotécnico que aponta quem usou o nome Carlos Medeiros para negociar terras no Pará. Um dos ex-procuradores de Medeiros, Marinho Gomes Figueiredo, também será ouvido pela CPI.
Em diligência no Pará, ocorrida na última semana, dez deputados membros da CPI ouviram empresários, donos de cartórios, representantes do Judiciário e de órgãos como Ibama e Polícia Federal. A Comissão descobriu quem usa o nome Carlos Medeiros para comprar e vender terras, mas quer mantê-lo em sigilo. A pessoa é proprietária de 12 milhões de hectares no Estado.
Os deputados investigam também denúncias de invasão de terras no Amapá. As suspeitas recaem sobre as indústrias de papel. O relator da Comissão, deputado Sérgio Carvalho (PSDB-RO), afirma que a empresa Internacional Paper pode ter registros falsos de mais de 40 mil hectares.
Na segunda-feira passada, a corregedora Maria Nazareth Brabo de Souza tomou a decisão de confiscar o Cartório do 1º Ofício Notarial e Registro Público de Altamira, no Pará, de propriedade da oficial Eugênia Silva de Freitas, que seria responsável pela emissão de escrituras falsificadas, utilizadas por madeireiras e empresários para explorar áreas da União, reservas florestais e indígenas. O confisco dependerá de decisão do presidente do Tribunal de Justiça do Estado. Eugênia poderá ser punida criminalmente por corrupção, prevaricação e advocacia criminosa. A CPI da Câmara investiga seu envolvimento em casos de falsificação de documentos para regularizar terras invadidas ilegalmente.
Por Daniela André/PR
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