Depois da viagem ao Chile, a Comissão Externa que investiga a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek poderá visitar o Paraguai. Os parlamentares querem analisar documentos da época sobre o regime autoritário no Cone Sul - formado pelo Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina - na tentativa de encontrar alguma ligação entre a morte do ex-presidente e a Operação Condor.
Cinco toneladas de documentos sobre a ditadura no Cone Sul estão no arquivo do governo paraguaio e foram descobertas pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos do parlamento chileno, deputado Jaime Naranjo.
O que mais chama a atenção dos parlamentares é a existência de uma carta-convite convocando os representantes dos órgãos de informação dos países do Cone Sul para uma reunião em Santiago, em 1975, para discutir a criação de uma frente de inteligência. O objetivo seria acompanhar os movimentos de oposição, que representariam ameaça à estabilidade dos governos militares. Para o Brasil, a carta foi endereçada ao então responsável pelo Serviço Nacional de Informações (SNI), o ex-presidente João Batista Figueiredo.
De acordo com o deputado Pedro Celso (PT-DF), todo o esforço será feito para escrever de forma definitiva essa página da História do Brasil, para que não restem dúvidas sobre a morte do ex-presidente.
Ainda de acordo com Pedro Celso, a Comissão deverá decidir a viagem para o Paraguai em reunião que acontecerá na próxima semana.
Por Mércia Maciel/PR
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